Viagens da Flora

Minhas aventuras nos E.U.A.

Nos meus momentos de euforia tomei uma decisão radical!
Deixei minhas atividades profissionais como clinica e docente na universidade e resolvi aventurar-me em outro País. Fui para os Estados Unidos, Miami. Onde fiquei por três anos.
Vendi tudo inclusive mina coleção completa do Freud..., e me lancei mundo a fora em companhia de uma amiga, também “maluquinha”.
Às vezes penso que nossos momentos de “loucura” são gatilhos da vida para que possamos romper com muitas barreiras da realidade tida como “normal” e experimentar emoções que de outra forma seriam impossíveis. Alias não conheço nenhum grande gênio da musica, do teatro, das artes em geral, dos cargos de poder, etc., que não tenham sido um pouco “louquinhos” ou muito “louquinhos” como Napoleão, Hitler, Van Gogh, Shakespeare, Elvis Presley, Cazuza, Elis Regina, Paulo Coelho, Ulisses Guimarães e tantos outros.
Ou seja, certa dose de “maluquice”, sem exageros em uma pessoa de bom caráter levam ao crescimento e evolução. Em excesso e com uma pessoa mau caráter a destruição!
Seja como for esta viajem me proporcionou aventuras que jamais teria experimentado no Brasil, aonde eu era uma filha dedicada e amorosa, uma profissional competente e respeitada, uma amiga fiel e atenta, uma pessoa conhecida, respeitada e amada, muito amada! E assim forjei esta identidade com o quinhão de experiências ricas e abundantes, mas diferentes da aventura que eu ansiava!
Fui-me então, como uma desconhecida em um país desconhecido e com pessoas desconhecidas. Uma realidade “vazia” de experiências como uma pessoa “vazia” feito um papel em branco e tendo que começar a escrever ali quem eu era e para o que eu vinha! Afinal toda a minha história passada não era conhecida por estas novas pessoas.
E conforme for me lembrado e dando na “telha” vou contar algumas destas aventuras. Agora contarei uma delas.



Constrangimento linguístico

Para não gastar as poucas economias que sobraram, pois acabei perdendo o total que havia levado, tive que fazer trabalhos inimagináveis para a minha condição no Brasil, trabalhei como chofer, guia turístico, faxineira, operaria em uma fabrica de sorvetes e por aí a fora.
Nessa de chofer, levei um empresário brasileiro até a Caterpillar aonde ele faria tratativas comerciais. E o assunto rolava em espanhol, com minha ajuda.
Ao final da conversa, este empresário bastante satisfeito e empolgado perguntou aos diretores “quando os senhores darão a hora de fazer uma visita ao Brasil para tomar uma PINGA?”. 
Foi um espanto geral e cada um com a cara mais assustada que o outro...! 
Aí tive que intervir rapidamente e explicar que para nós no Brasil a “aguardiente” é denominada assim “pinga”.
E sabem por que do espanto?
Para eles em espanhol pinga refere-se ao órgão masculino, kkkkk, assim como boio é o feminino.
Eu sempre costumava brincar que lá nada “pingava”, “goteava” e que nana “boiava” e sim “flutuava” kkkkk!
Assim que o empresário brasileiro estava convidando os diretores para tomarem...!
Imaginem vocês o que pensaram a respeito do pobre homem...!
Em outra ocasião, eu estava no aeroporto com uma amiga cubana que sabia como nós brasileiros denominávamos o órgão feminino. E na tentativa de me constranger e gozar da minha cara se parou a falar bem alto para todos ouvirem: Bu.....ta, bu.....ta.
E eu não tive dúvidas, afinal estávamos em Miami terra de cubanos e na época havia poucos brasileiros então comecei a gritar boio, boio, boio kkkkk.
Ela quase enlouqueceu...! Pois fora os americanos, todos os outros sabiam o que eu estava dizendo, mas para mim não significava nada...!kkkkk.
Nunca mais ela quis fazer este tipo de brincadeira, mas depois junto com os amigos rimos sem parar do acontecido e cada qual imaginando uma cena!
Já na Colômbia o ônibus é chamado de busseta!
Assim que sempre corremos riscos de cometer gafes!...kkk.
É incrível a variedade de palavras e significados diferentes que existem não apenas no espanhol de Cuba, da Espanha, da Argentina,... Pois mesmo aqui no Brasil com suas diferentes regiões as palavras também têm significados variados.

Outra hora conto mais alguma peripécia!


Gostou? Quer ler mais sobre as minhas viagens clique nos links abaixo.
- Constrangimento no motel.
- Isso é perigoso! Eu avisei!!!

14 comentários:

  1. KKKK, muito legal. Este problemas com a língua são realmente constantes tanto para quem vai como para os estrangeiros em nosso país!
    Mas o que vale é a aventura e a linguagem universal... respeito e educação...
    Beijo no coração

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  2. Querida Valeria!
    É verdade quando a pessoa percebe que estamos inocentes nos comentários e mancadas com o idioma, fica fácil contornar!
    Realmente a aventura vale muito. kkk!
    Que bom que gostou e obrigada pela visita!
    Beijos!
    Flora!

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  3. Flora, esse rolos com a língua... até em linguagem dos sinais corremos riscos! Lembro da cara dos Jornalistas da Globo, quando da prisão de um famoso mafioso (e objeto de trabalho de ginecologistas)... era uma delícia vê-los engasgando para criar pronúncias erradas, porém mesmo constrangedoras.

    Agora, muito legal essa sua iniciativa, de "revelar tudo". Enfim, mostrar uma vida além das aparências. Aqueles segredinhos, nem tão segredinhos, mas que ficaram guardados por falta de oportunidade para se tornarem público.

    Concordo com você; todos temos que ser um pouco maluquinhos para alcançar o degrau de cima. Pessoas de bom senso 24 horas por dia, pessoas sensatas... essas pessoas não mudam o mundo. E nem a si próprias. Para elas, é improvável fazê-lo. Para elas, o improvável é sinônimo de impossível.

    E viva os inconformados. Os loucos desse mundo, que o tornam multi-coloridos. Que precisam apenas de "uma página em branco", para escreverem mais um fantástica aventura!

    Abraços

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  4. Querido amigo Zé!
    Obrigada pelo belíssimo comentário, que muito me honra.
    Os momentos mais ricos e criativos de minha vida foram aqueles que vieram acompanhados de um tiquinho de maluquice!
    Se não ousarmos ou sairmos do mundinho seguro não podemos conhecer o diferente.
    O que seria do “caviar” se os ricos não ousassem além do arroz e feijão? Continuaria... Alimentando os pescadores que sempre apreciaram kkk. Brincadeirinha!
    Mas na verdade é muito engraçado e rico a gente se defrontar com as diferenças culturais, claro que tem os “micos”, mas também enriquecemos muito, principalmente como pessoa.
    Existem milhares de diferenças, mas o amor, respeito, dignidade, sonhos, frustrações,... etc. Todos nós temos independente da cor, religião, cultura, sexualidade,etc.
    No fundo descobrimos que atrás de tantas diferenças todos somos iguais!
    Um grande beijo.
    Flora!

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  5. Olá queridíssima Flora !!!

    Ah eu simplesmente adorei esta nova parte do blog, que delícia conhecer mais sobre você e rir um bocado das suas peraltices !!! kkk
    Passei a te admirar ainda mais, pois esta sua atitude no passado mostra como você é uma pessoa de mente aberta e cheia de coragem e amor pela vida e tudo o que ela tem a lhe oferecer, além de uma guerreira que não desanimou e nem deixou de aproveitar porque teve que se virar nos 30 !!
    Muito divertidas as histórias da pinga e do boio !! hahaaha
    Achei muito bonito e verdadeiro quando mencionou que um pouco de maluquice, mas com equilíbrio só nos faz bem !
    Que belas lembranças você tem e o que é mais gostoso ainda : vai compartilhar conosco !!!
    Aguardo os próximos capítulos hehehe

    Um super beijoooooooo

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  6. Querida amiga Sam!

    Amei teu comentário.
    Você é uma docura de criatura e uma grande amiga, que sempre nos incentivou e apoiou.

    Fico feliz que temhas gostado.
    Realmente tenho muitas histórias. Algumas dificeis de contar por texto, pois eu usava muito a Ingleismimica... kkk e tive com isto muitos outros momentos hilários.

    Mesmo assim existem aventuras emocioantes até com tiros, fuga de gigolôs, vexame em motéis, pontos de droga, viajem de carro e sem parar por todo o golfo do Mexico para assistir os jogos da copa,etc.

    Se for do agrado contarei tudo....com o maior prazer e poderão conhecer o meu lado sapeca e um tanto "imprudente" e até destemido em demasia. Mas que foi divertido foi e agora é história!

    Mil beijos e obrigada pelas palavras gentis e amigas!

    Flora!

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  7. Olá querida Flora.
    Muito bom conhecer suas aventuras no exterior!
    Eu sempre fui meio maluquinha também.
    Já morei em vários lugares, conheci pessoas e pessoas, lugares e culturas diferentes.
    E me diverti demais lendo este sensacional post das suas aventuras pelo mundo!
    Adorei!
    Além de me divertir muito aqui.
    Beijos

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  8. Querida Alba!
    Que bom que tenhas gostado.
    Esta foi minha ideia ao contar estas aventuras!
    Mostrar um pouco de maluquice, e ajudar as pessoas a sorrirem e fazerem uma pausa no dia a dia!
    Beijos e obrigada pelas palavras elogiosas!
    Flora!

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  9. "Mas louco é quem me diz que não é feliz. Eu sou FELIZ!"
    Simples assim.
    Que delicia de viagem! E os atropelos da lingua, então? O importante é levar na esportiva, sempre.
    Porque "amigos engraçadinhos", que traduzem palavras de forma incorreta (o que não foi o caso) só para brincar existem aos montes. E o final da historia, se vai dar em confusão ou boas gargalhadas, só depende de nós. E você se saiu muito bem.
    E como é bom ter esta "bagagem"...
    "Eu juro que é melhor não ser um normal...", já cantava Ney Matogrosso, rsrsrs
    Bjs.

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  10. Gisa querida!
    Que adorável teu comentário.
    Pois ser um pouco maluquinha é que dá certo tempero na vida e por incrível que pareça nos aproxima mais de Deus e de Um Criador.
    Ser “normalzinho” também é bom, pois promove e estabilidade pessoal.
    Os louquinhos, no entanto acho que se voltam mais para o coletivo para o inconsciente coletivo como nos esclareceu Jung.
    Um grande beijo!
    Flora!

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  11. Flora querida,
    Que legal. Que aventura!
    Ficou um gosto de quero mais...
    Muito bom conhecer você mais um pouquinho, Flora.
    Estas aventuras nos abrem as retinas para o mundo, vida e coisas, que jamais percebemos quando ficamos aprisionados na nossa aldeia...
    Fico aqui imaginando a cena... Hilário, imagino um bando de “pelotudos” querendo tirar sarro com vocês!
    Essa coisa da língua é mesmo interessante. Quando eu vivi por algum tempo em Cuba, paguei vários micos. Um dia eu estava em Varadero, domingão, praia lotada e, eis que encontro um carioca! Conversamos, conversamos e conversamos. Quando nos despedimos, eu com receio de que nunca mais fosse vê-lo, gritei bem alto: “Quando voltar ao Brasil, ME LIGA!”
    Silêncio mortal na praia.... É que me liga lá, significa chamar alguém para, digamos... fazer coisas! Kakakaka
    Resultado: Levei uma bronca do Capa do Partido, que me alertou sobre o meu mal comportamento... babaca.
    Ainda bem que voltastes para a terrinha!
    Beijo querida.

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  12. Andréa,
    Obrigada por revelar as aventuras da Flora.
    Beijo.

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  13. Olá Beth.
    Que prazer receber a sua visita, obrigada.
    Quanto às aventuras da Flora eu bem que dei uma forcinha rsrs, pois sempre que a ouvia sugeria que registrasse, e foi uma surpresa e um presente muito agradável poder colocar essas aventuras aqui no blog.
    Ela tem muito o que nos contar ainda, vamos esperar os próximos capítulos.
    Um beijão.

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  14. Oi querida Bethe!
    Que maravilha que tenhas gostado e eu também estou muito satisfeita per estar em nossa terrinha, agora um pouco mais valorizada internacionalmente.
    Naquela época tínhamos tratamento igual a qualquer “classe de terceiro mundo”.
    Eu que nunca tive e nem senti preconceito, me vi frente a frente com esta realidade e garanto que não me senti menos discriminada como brasileira como os negros, índios, e outras classes “inferiores” aos olhos do mundo “superior”.
    É um sentimento deplorável! Que não gostaria mais de passar e tão pouco saber que qualquer irmão deste planeta tenha que enfrentar. Mas infelizmente estamos sempre convivendo com gente (+) achando que outros são (-). Mas debaixo de um palmo de terra é tudo igual!
    Logo vou contar mais..., aguarde!
    Beijos carinhosos!
    Flora!

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