quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Hamilton Naki, você conhece esse herói?


Esta é uma emocionante história que demonstra que o que fazemos é mais importante e realizador do que a fama que conquistamos! Para ele pelo menos foi assim!

Hamilton Naki (26 de junho de 1926 – 29 de maio de 2005) foi um "cirurgião" e professor sul-africano sem nenhuma formação acadêmica ou diploma.

Citado em diversas publicações como assistente cirúrgico do doutor Christiaan Barnard, nas investigações que resultaram no primeiro transplante de coração realizado com êxito no mundo, no Groote Schuur Hospital, na África dos Sul, em 1967. Naki, em entrevista, disse que participou da intervenção que resultou no transplante histórico, embora não haja nenhum registro no hospital sobre a sua colaboração no feito.

Naki nasceu de uma família pobre em uma pequena aldeia do estado de Cabo do Leste, na África do Sul, de nome Ngcingane. Lá ele completou seu curso primário. Com 14 anos de idade, de carona, foi à procura de trabalho na Cidade do Cabo, arranjando emprego de jardineiro na Universidade da Cidade do Cabo.

Selecionado por Robert Goetz, da Faculdade de Medicina da Universidade da Cidade do Cabo, para trabalhar nos laboratórios da clínica, ajudou inicialmente cuidando dos animais cobaias do laboratório. Em uma determinada ocasião, Goetz lhe pediu para segurar uma girafa enquanto ele a operava. Para surpresa de Goetz, além dessa simples tarefa, Naki foi se envolvendo com maestria em outros procedimentos cirúrgicos mais complexos, incluindo suturas, analgesias e cuidados pós-operatórios. Apesar da sua carência de estudos formais, sua técnica e capacidade foram reconhecidas, recebendo, assim, permissão especial para continuar suas pesquisas no laboratório, com animais, incluindo transplantes, embora nunca pudesse trabalhar como médico de humanos pelas leis do apartheid.
Naki se converteu em um dos quatro técnicos de laboratório de pesquisa da Faculdade de Medicina. Dava assistência aos jovens cirurgiões em suas atividades com animais no laboratório, inclusive em pesquisas em transplantes de rins, coração e fígado.
Mesmo registrado nos documentos do hospital como faxineiro e jardineiro, Naki recebia salário de técnico de laboratório, o mais alto do hospital para alguém sem diploma.

Naki aposentou-se em 1991 como jardineiro. Com o fim do apartheid, recebeu, em 2002, como reconhecimento pelo seu trabalho, a Ordem Nacional de Mapungubwe. Em 2003 recebeu um diploma honorário em medicina pela Universidade da Cidade do Cabo. 
Aposentado, Naki continuou trabalhando como cirurgião em um ônibus adaptado como clínica móvel.
Naki morreu em maio de 2005 aos 78 anos de idade. Naki foi um dos melhores cirurgiões da história do mundo, nunca desistiu mesmo sendo discriminado e desconhecido.
Com o reconhecimento adquirido após o término do apartheid, Naki se tornou famoso mundialmente.
Em um determinado momento, em entrevista, confirmou sua participação no primeiro transplante de coração, extraindo o coração do doador. No entanto, não há quaisquer referências e registros "oficiais" sobre o fato.

Fonte: wikipedia.

10 comentários:

  1. comovente mesmo a história desse rapaz.
    e me parece que até um filme já assisti
    sobre ele.e muito bom por sinal!

    ResponderExcluir
  2. Belo resgate.
    Sim. Eu já conhecia, mas é sempre bom relembrar uma história singular como essa.
    Obrigada.
    Beijo.

    ResponderExcluir
  3. Querido Interneuta!
    São exemplos como estes que devem ter destaque no noticiário para despertar sentimentos mais solidários e afetivos!
    Abraços.

    ResponderExcluir
  4. Querida amiga!
    Já encontrei esta história varias vezes.
    Mas como fazemos com os bons livros, nunca é demais voltar a ler!
    Obrigada pelo carinho.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  5. Olá queridíssima amiga !!!

    Nossa, eu não conhecia esta história, que exemplo de perseverança e talento !
    Fico feliz que tenha tudo oportunidade de exercer o dom que lhe foi dado, e que a falta de estudo não tenha sido empecilho para reconhecerem todos os seus feitos :)
    Muito interessante ! Adorei !

    Obrigada por compartilhar conosco !
    Um mega beijo e boa semana !

    ResponderExcluir
  6. Linda e terna Sami!
    Felizmente estamos sempre encontrando histórias que nos confortam por reconhecer que existem muitas e muitas pessoas especiais e bons exemplos de humanidade e amor!
    Obrigada pelo carinho!
    Mega beijossssssssss.

    ResponderExcluir
  7. Eu assisti um filme que contava esta história. Penso que as pessoas são ridículas e pequenas demais. Desprezar uma por sua cor de pele é de chorar. E é tão incoerente isto, olha só este rapaz. De que adiantou a discriminação? afff

    ResponderExcluir
  8. É meus Amores!
    Discriminação só existe porque aquele que discrimina é peque e sente-se inferior no fundo da sua psique, daí lança esta inferioridade em outros.
    Se tivessem coragem para se olhar no espelho, deixariam os outros em paz e iriam cuidar de seus próprios traumas.
    Demonstrariam assim muito mais coragem!
    Obrigada pelo carinho.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  9. FLORA MINHA LINDA,OBRIGADA.
    É MINHA LINDA E AINDA RECLAMAMOS QUANDO ALGUEM EM SEUS INFINITOS MAU HUMOR NÃO RESPONDEM AOS NOSSOS BOM DIA OU BOA NOITE,É MINHA AMIGA QUANTO PEQUENOS AINDA SOMOS BJS E MAIS UMA VEZ OBRIGADA.

    ResponderExcluir
  10. Nágila querida!
    Eu é que deveria agradecer tua rica presença e comentário!
    Certamente precisaríamos dar mais valor ao que realmente tem valor. E abrir mão de pequenos gestos sem tanta importância!
    Beijos e uma boa noite!

    ResponderExcluir

Seu comentário é muito importante para nós.
Participe.