domingo, 3 de abril de 2011

Relato de uma intensa crise de pânico.

Texto escrito dia 31/03/11
Gostaria de dividir com vocês a pior crise de pânico que já tive em muitos anos de experiência com a doença.
Ontem à noite (30/03/11) eu estava na internet e de repente sem nenhuma causa especifica ou pensamento que viesse a justificar sentimentos de medo, surgiu o primeiro sintoma: Eructação (o popular arroto) muito leve, mas contínua e isso já me dá um sinal de alerta.
De repente... Uma vertigem...

Já estou acostumada, minhas crises sempre começam com esses sintomas, busco rapidamente o remédio que sempre está a mão, é um sublingual de ação rápida, devido a abundante vascularização da mucosa oral.

Me jogo na cama e começo a tremer, primeiro as extremidades (braços e pernas), esse tremor faz com que eu encolha o corpo em posição fetal... abraço apertando meu próprio corpo na esperança de que o tremor diminuísse... Ele só faz aumentar, e agora todo meu corpo treme.

Sinto frio e me cubro com um edredom, ainda encolhida.

Chega a pior sensação... Uma horrível dor no peito, parece que ele vai se partir em dois...começo a chorar.

Calor... Muito calor, estou suando e tenho que me descobrir.

Quando a dor no peito começa tenho que mudar de posição, a anterior só faz o peito se comprimir mais, fico de barriga para cima e esfrego o peito com vigor... A respiração fica curta e o ar do quarto já não é suficiente, abro a janela para entrar a brisa da noite.

Até agora só se passaram 10 ou 15 minutos, o que para mim é uma eternidade, todas essas sensações são muito rápidas e uma crise demora em torno de 20 a 30 minutos para ir embora completamente.

Como (in)felizmente já estou habituada com tudo isso tento permanecer calma, sempre rezando e tentando respirar fundo, essa técnica na maioria das vezes funciona e aos poucos tudo volta ao normal.

Já se passaram 45 minutos...

A crise já passou, mas a dor no peito permanece e eu imóvel respirando fundo e agora com um medo que nunca havia sentido antes.

O que está acontecendo comigo? Se a maldita crise já passou porque a dor continua?

Isso é novo para mim, será que é hora de pedir ajuda?

Não... Isso é do Pânico... Vai passar...

Espero... Mas o medo aumenta.

Sim... É hora de pedir ajuda, posso estar tendo um infarto.

Chegando ao Pronto Socorro (SUS, é claro) o atendente me encaminha para uma consulta, isso significaria esperar na fila para ser atendida, falei que era emergência e o cara nem me ouviu...

Sentei e pensei que a minha hora havia chegado, é horrível pensar nisso... a cabeça a mil... e com dor ainda.

Nesse momento entra no saguão uma vizinha/amiga que é enfermeira, veio saber por que eu estava ali e graças a Deus ela me entendeu... Me pegou pela mão e fui rapidamente atendida.

A dor continuava, mas estar deitada na maca sendo preparada para um exame já era um alivio...

Fiz um eletro, o médico examinou e mandou refazer...

Gente o que foi? Deu algum problema? Me falem por favor...

As enfermeiras me acalmaram dizendo que ele só queria uma confirmação.

Confirmar o que? Pelo amor de Deus?

Deu uma leve alteração e quando isso acontece o procedimento normal é repetir o exame.

A dor quase não mais existia nessa hora.

Com o 2º resultado na mão o médico se aproxima e depois de algumas perguntas aperta meu peito em vários lugares querendo saber onde doía.

Não dói mais Doutor... Já passou...

Sentei na maca e com o movimento do corpo senti uma dorzinha que parecia dor muscular.

Voltei para casa abalada, mas feliz, não foi dessa vez... rsrsrsrs

Depois desse atendimento acho que o médico voltou para seus livros para tentar entender o que aconteceu.

Imagine um médico na hora de um parto, ele fala para a futura mamãe: Eu sei que dói muito, mas fica calma que já vai passar!

Como ele sabe que dói muito? Ele já sentiu essa dor antes?

Mesmo com mil anos de estudos teóricos ele jamais saberá a intensidade da dor daquela mãe.

A dor até pode ser percebida pela fisionomia da pessoa e creio que foi isso que deixou o médico que me atendeu confuso, ele percebeu a minha dor, mas o exame estava bom.

Um dos dois está errado: o exame ou a paciente.

Vocês sabem onde está o erro?

Opinião de uma paciente leiga:

O erro é que 99% dos médicos clínicos sabem o mínimo ou nada a respeito de Síndrome do Pânico; Por se tratar de uma doença psiquiátrica eles não têm o menor interesse em estudá-la para poder melhor atender, e quem sofrem somos nós, pacientes.

Posso estar completamente errada, mas, penso que se a doença causa sintomas físicos o lógico seria que qualquer médico independente de sua especialidade soubesse identificá-la, mas isso é utopia.

Não pretendo passar por essa experiência de novo, mas, existem milhares de pessoas como eu sendo mal interpretadas em sua dor, existem até sinônimos pejorativos como: chilique, frescura, quer chamar atenção, piripaque, etc...

Se algum dia você encontrar alguém com sintomas semelhantes ao que relatei, por favor, não ignore, procure ajudar...

24 comentários:

  1. Oi, minha amiga Andrea!

    Infelizmente as doenças de fundo psíquico são muito ignoradas em nosso País, que exige que sejamos todos 'normais', embora não passe de utopia, um 'sonho de uma noite de verão'...
    Falo com propriedade, amiga, sobre isso pois já sofri de síndrome do pânico, TOC e depressão, e algumas pessoas, gente da área da saúde, tratou o caso como 'frescurite', 'TPM', etc.
    A síndrome do pânico, quando tive, era sempre um disparar do coração, sem motivo aparente, boca seca e sudorese nas mãos e pés(eu já tenho, naturalmente hiperhidrose, mas no pânico, aumentava...)
    Então, portanto, me era 'natural' em minhas crises, ter essa sensação narrada por você e por isso, nunca fui a um posto médico para ver o que ocorria!
    As minhas crises eram horríveis, apesar de durarem apenas minutos; parecia que eu iria enlouquecer!...
    Só me curei, quando criei coragem de contar para pessoas que eu confiava sobre meu drama, e passei a desenvolver um processo de auto-estima dentro de mim, como se fosse um mantra, repetindo: 'Eu não sou melhor que ninguém, mas também não sou pior!'
    Você sabe que a maioria das psicoses que desenvolvemos, vem da insegurança e baixa auto-estima, e só, SOMENTE quando passamos a desenvolver a nossa auto-estima, é que melhoramos!
    Não digo, Andrea, que nunca mais terei (quem teve alguma vez esses problemas, teme que eles retornem), mas agora sei como lidar, e não é vergonha alguma pedir socorro!
    Deixemos o orgulho e a desconfiança de lado e procuremos, sim, quem a gente sinta que possa nos ajudar!

    Um forte abraço e espero firmemente que você consiga se curar desse mal!

    Mary:)

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  2. Oi Mary.
    Aderei sua participação nesse post, como você já passou por situações semelhantes sabe bem como me sinto, e aqui no Blog parece que algumas pessoas se afastam até no momento de deixar um comentário, talvés por pensarem que não é uma história real ou que eu esteja exagerando.
    Você acaba de me dar uma lição... as vezes a gente precisa ouvir conselhos de desconhecidos.
    Quanto a ajuda eu graças a Deus tenho pessoas ao meu lado que me amam, entendem e apoiam, e também ajuda psiquiatrica.
    Fiquei muito tempo sem crises agora a pouco é que retornaram e com mais intensidade.
    Um grande abraço e obrigada por suas palavras.

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  3. Olá querida !!!

    Fico triste que tenha passado por isso e com tanta intensidade, mas feliz que tenha terminado bem, sem problemas no exame.
    Outro dia vi um documentário na Discovery e me lembrei de você, era sobre estudos identificando os medos e porque existem diferenças na intensidade de pessoa para pessoa, e também sobre como surgem e como podem ser destruídos, muito interessante, se um dia reprisar, te aviso, acho que vai gostar, é muito esclarecedor.
    Ótima a sua iniciativa de divulgar com sua experiência os sintomas e as reações físicas para que possamos ajudar quem por ventura ao nosso redor passar por uma situação semelhante.
    Temos que ter consciência de que a mente é algo poderosíssimo e que o que é simples pra um, pode ser um problema grave para o outro,só mesmo os médicos podem diagnosticar esta diferença então é preciso respeito e não menosprezar a saúde de ninguém.
    Um beijo e que sua semana seja de paz ;)

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  4. Querida Mary!
    Eu divido este espaço com a Andréa e cheguei a me emocionar ao ler seu comentário.
    Me denomino Luz e Sombra por sofrer de bipolaridade e minha vida foi sempre uma constante variação entre o sonho e o desespero.
    O sofrimento psíquico é um dos mais cruéis porque além de não ser bem compreendido por que não o experimenta, também é um tabu cultural.
    As pessoas conseguem dizer aos outros que tem problemas físicos como diabetes, enfartes, tumores, etc. E são apoiados, consolados e compreendidos.
    Já os males da mente são discriminados e tratados de forma auto defensiva, pois a loucura assusta, é misteriosa e não pode ser aprisionada em uma tabela ou estatística. E não é freqüente encontrarmos guarida e apoio entre as pessoas como conseguem os doentes orgânicos.
    Eu tenho formação em Psicologia e sempre fui uma profissional muito participativa, mas minha "carteirinha" não me poupou da realidade da dor.
    Obrigada por me permitir este desabafo e te mandar um forte abraço e muito carinho.

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  5. Oi Sam
    Que alegria ver você por aqui garota.
    Pois é...foi dureza mesmo, mas sobrevivi para contar a história rsrrs.
    Acredita que lembrei de você na hora de postar esse artigo, nenhuma de nós poderia imaginar que um artigo seu seria capaz de me transformar a ponto de escrever o que você acaba de ler, e eu sempre vou lhe agradecer pela força que me deu, e continua dando.
    Fiquei interessada nesse documentário, será que não se consegue na internet? qualquer coisa me avisa tá ok.
    O que muitos desconhecem é que existem milhares de pessoas com essa doença e a minha intenção ao fazer esse relato foi exatamente essa, pois quanto mais as pessoas souberem a respeito desse assunto melhor poderão ajudar, e tem tanta gente por aí sofrendo por falta de compreensão.
    Um grande BEIJO.

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  6. É isto mesmo, meninas. Depois dos comentários que li, acredito que este seja o caminho.

    Não quero ser repetitiva, apenas acrescento que não é fácil, mas tudo começa pela gente.

    Nunca tive destes problemas, mas convivi com quem tinha. Pra quem esta de fora (como eu) é uma verdadeira agonia ver o outro sofrendo, sem saber o que fazer.

    Portanto, repito, é interessante que o auto-conhecimento, a força interna e a aceitação da mão que esta ao seu lado, seja sempre o primeiro passo.

    Abs

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  7. Olá Andréa querida!
    Bem, minha linda, eu pouco entendo sobre o assunto e qualquer coisa que eu escreva aqui ou parecerá especulação ou ignorância de quem não passa por isso. Posso, sim, imaginar a dor e o seu desespero! Como você sabe, o meu contato com a crise de pânico foi breve (pós sequestro)! Não cheguei a sentir esse tipo de dor. A única coisa que eu tinha era angústia e muito medo... Com o tempo, esse medo e angústia se transformaram em ódio (mortal, eu diria) e muito tempo depois é que consegui aliviar o meu coração. Acho que como "sequela", fiquei um pouco neurótica com relação à segurança. Tranco tudo que possa ser aberto...rsrs e vivo atenta, pronta para defender a mim e aos meus!
    Pelo pouco que já li sobre doenças que têm sua origem emocional ou psíquica, realmente o corpo absorve e reflete em forma de dor intensa conforme o sentimento e emocional da pessoa, portanto, fica mesmo difícil de serem diagnosticadas pelos médicos. O que penso é que isso, inicialmente, precise ser tratado em níveis psicológicos mesmo, orientados e já encaminhados aos médicos caso crises assim surjam. Ou seja, tem que ter um trabalho conjunto entre médico e psiquiatra ou psicólogo. Minha mãe tem arritmia. Alguns dias atrás fui com ela ao cardiologista (ela faz tratamento há anos!) e sempre monitoramos o seu estado. Bem... ela teve algumas crises e no momento em que chegamos ao hospital ou PS, os médicos nunca conseguem diagnosticar com precisão, pois o coração dela funciona normalmente... Esses dias, na consulta, o médico concluiu que a maior parte do problema dela é de origem emocional e, sendo assim, o coração manifesta em dor e alteração de batidas, deixando-a com sensação de que vai morrer, etc... Conclusão? Ela terá que passar a fazer tratamento psicológico e continuar monitorada pelo cardiologista! Ambos deverão acompanhá-la e não terá diagnóstico de um sem o do outro!
    Percebe? O corpo passa um tipo de mensagem e o médico que não é especializado em assuntos psicos e emocionais, avaliam apenas clinicamente... A mente, por sua vez, reage de outra forma e aí, somente um psicólogo ou psiquiatra poderá enveredar pelos caminhos da mente... Como dizemos aqui em casa: o buraco é sempre mais embaixo, minha querida e nem tudo o que está na superfície é o problema. Pode ser apenas a ponta do iceberg.
    Grande beijo e desejo-lhe muita paz, saúde e SERENIDADE para que você possa superar essa dor!
    Jackie

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  8. Oi Kitmell.
    Obrigada pela visita.
    Você já disse tudo... e eu também não quero aqui ser repetitiva.
    Gostei muito do seu comentário sensato porque apesar de, felizmente você nunca ter passado por essas situações me parece saber muito bem o caminho para enfrentá-las.
    Um abraço.

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  9. Oi Jackie.
    Querida, tenho que começar discordando de você em um ponto, a sua participação jamais me pareceria especulação e sim contribuição. Você é e sempre será muito bem-vinda por aqui.
    Fico feliz que você depois da experiência com o sequêstro, que imagino ter sido horrível e traumático, tenha conseguido aliviar seu coração.
    Sinto muito pelo problema com a sua mãe, mas por experiência própria acredito que o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico é muito importante nesses casos em que o corpo reaje com sintomas físicos que acabam não sendo detectados em exames clinicos, como você disse o buraco as vezes é mais embaixo e a terapia assim como me ajuda muito também ajudará sua mãe a enfrentar essa luta.
    Obrigada pelo carinho e desejo que tudo se encaminhe para melhor.
    Um beijão.

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  10. Médicos despreparados e muito mal formados é o que há nos dias de hj. Além do preconceito e comentários como os que você citou no texto o pior é muitos deles serem feitos pelos próprios profissionais de saúde!
    Grande abraço,

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  11. Oi Ademar.
    A área da saúde mental eu acredito que deveria ser tema de maior estudo e preocupação por parte de médicos clínicos ou de qualquer outra especialidade para que ao menos eles possam passar ao paciente um pouco mais de segurança, o não o contrário como no meu relato.
    Um abração

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  12. Nossa... caramba!
    Sinto muito por você, é uma coisa realmente difícil.
    Eu cliquei lá no Ocioso porque eu me identifiquei com o assunto.
    Mas a minha crise é um pouco di ferente, eu não consigo explicar... parece que é uma crise de personalidade eu fico com muito medo de mim mesmo e me começa a faltar o ar e eu fico tonto e eu fico tão mal comigo mesmo que eu procuro alguém pra tentar fugir desse pensamento de mim mesmo. Viu, só de explicar já é difícil de entender... nossa, eu tô muito assustado com essas minhas crises.

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  13. Olá, vim ao seu Blog sem querer, porém não deixei de ler e te compreender.
    Tive síndrome do pânico, sofri horrivelmente com os mesmo sintomas e, para surpresa de muitos, sofri ainda mais com os medicamentos.
    Nada muito importante, mas gostaria de lhe dizer.
    Venci, sem medicamentos.
    Apenas cansei de sofrer, cansei de fazer minha família sofrer.
    Cansei de me sentir fraco e incapaz.
    Abandonei os remédios, e encarei tal doença como uma ofensa ao meu orgulho.
    Foi uma questão de força de vontade.
    Sei que não é fácil, mas deve-se tomar como um desafio.
    Irá se espantar com a capacidade que temos.
    Trato hoje essa doença como algo que precisei ter em minha vida, pra me fazer mais forte, pra me testar.
    Desejo força, e deixo um abraço.

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  14. Oi tbm tenho síndrome do pânico,a uns 20 anos...Hoje é normal falar sobre o assunto,pois sei lidar com elas,ja consigo pedir ajuda sem culpa ou medo de ser taxada....Mas existem na família alguns que digam que é maldição de outras vidas,e outros dizem que estou sendo punida,pois devo ter magoado Deus com atitudes,ele esta me lapidando,srsrrrs Hoje eu rio da situação,ignoro,eles não saõ os únicos a criticar...a sociedade tbm o faz....Meu filho e meu esposo são meu porto seguro...Tenho ajudado muitas pessoas,contando minhas experiências de quase morte,srsrs que porém não acontecem pois depois do medo,vc continua a vida...Foi muito bom ler todos os relatos,pensei ser única..
    obrigada pela oportunidade,bjs

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  15. eu tive sindrome do panico uma vez só na minha vida.
    pensei que era um infarto ou coisa assim.
    estranhamente que me acalmou foi o Dr Google!
    escrevi no google os sintomas que estava sentindo e apareceram varios sites dizendo que era sindrome do panico ou transtorno de ansiedade.
    ai eu fiquei calmo porque sabia que não ia morrer de infarto e nunca mais tive.

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  16. Olá.
    Sou estudande de medicina e fui diagnosticado com Sindrome do Panico há alguns dias.
    Na verdade, eu achava que era um quadro cardíaco; cheguei ao consultório de uma professora com essa certeza e ela me explicou tudo direitinho.
    É comum, na situação, as pessoas acharem que é problema cardíaco...
    Fui muito bem esclarecido. E ela não faltou com respeito hora alguma.


    Não penso que seja assim igual vc diz.
    Acho que vc deu azar com o médico!
    Abraço

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  17. Oi eu sofria anos atrás de panico e nem sabia ,era algo que ninguem conhecia,a uns anos atras voltou,mas hj sei controlar e vivo bem,qnd entramos em crise ,parece q vamos morrer,mas temos q nos acalmar,resporar fundo e colocar em mente q não é nada!!bjs

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  18. Oi Anônimo.
    As minhas crises também são complicadas de descrever e a cada uma as sensações são diferentes, essa como foi intensa e marcante eu consegui colocar no papel e acabei publicando com a esperança de poder quem sabe ajudar pessoas que sofrem com essa mesma doença.
    Desejo que você fique bem...
    Um abraço.

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  19. Olá Anônimo.
    Obrigada pela visita e também por dividir conosco a sua experiência com o pânico.
    Parabéns pela sua coragem, força e determinação para vencer seus medos.
    Um abraço.

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  20. Andréa,
    Admiro muito a coragem daqueles que não temem se expor, quando isto, com certeza, trará ajuda a muitos.
    Parabéns pelo blog!

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  21. Oi Vera.
    O fato de me expor ao criar esse blog foi exatamente o de tentar ajudar pessoas que muitas vezes sofrem caladas sem saber que seus sintomas indicam síndrome do pânico, infelizmente isso é mais comum do que se imagina e para mim é um enorme prazer poder ajudar.
    Obrigado pela participação.
    Um abraço.

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  22. Medo...
    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções...
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    E não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá...
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido...
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo...
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim...
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar...
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há...
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão...
    ah... quem dera, quem dera...
    que a mão de Deus me sustente neste instante...
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos...
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo...
    tenho medo, medo...
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída...
    medo de perder o medo
    de apertar o botão "Desliga"...

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

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  23. A SUA PIOR CRISE FOI JUSTAMENTE IGUAL A MINHA.TENHO SENTIDO MUITO NOS ULTIMOS DIAS,O CORPO FICA FRIO E TRÊMULO,COMEÇAM OS PENSAMENTOS RUINS E UMA HIPERVIGILÂNCIA NO SEU ORGANISMO COMEÇA,LOGO LOGO A MAIS TEMIDA SENSAÇÃO SE INSTALA,O MEDO DE MORRER,MEDO DE INFARTAR,POIS UMA DOR NO PEITO APARECE DO NADA E PRONTO O SEU CHÃO DESAPARECE, FICAMOS INSEGUROS E AO MESMO TEMPO SEM SABER O QUE FAZER,É MUITO RUIM,SÓ QUEM SENTE SABE COMO É. TENHO 44 ANOS E 04 DE TRANSTORNO DO PÂNICO,JÁ FIZ TRATAMENTO COM PSIQUIATRA E PSICÓLOGOS,CONFESSO QUE FORAM OS PIORES DIAS.NÃO TOMO REMÉDIOS HÁ TRÊS ANOS E ME SINTO MUITO BEM, APENAS CRISES DE 40 EM 40 DIAS ALGO QUE DAR PARA CONTROLAR COM O CONHECIMENTO QUE ADQUIRIMOS COM A "DOENÇA". (A INTERAÇÃO SOBRE OS NOSSOS SINTOMAS NOS FORTALECE. W.S.P.

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  24. Oi Andréa, entrei neste site por acaso, tentando achar algo que me ajudasse a compreender o que meu pai esta tendo.Ele sofreu um infarto a dois meses, quase morreu, permaneceu no hospital por 20 dias na UTI e durante esse período notamos que ele ficou com muito medo de morrer e principalmente de morrer sem ter ninguem pert dele.A dez dias ele esta em casa e todos os dias ele tem tido crises de falta de ar, suor, tremores e uma forte pressão no peito e na cabeça.Ontem foi tão forte que o levei na emergencia.Lá foram feitos exames e constatado que ele não tinha nada, como o coração estava tudo certo, os exames de sangue também.Notei seu estado de nervos e o quanto ele estava com medo de ficar sozinho e sem a minha mãe perto dele.Conversei com o médico hoje e ele também esta achando que poder ser sim algum transtorno nervoso.O seu relato fecha em muito com o que ele sente.Hoje ele esta chorando muito, convulsivamente já marquei um neurologista, mas não sei se é o ideal para esses casos.O que acha?Voce se trata com que tipo de médico?Pode me ajudar?

    Atenciosamente,
    Andréa P.01/02/2012
    bagecarfe@hotmail.com

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